Não é novidade que o mundo pede socorro com relação às questões ambientais e climáticas. Isso é resultado quase exclusivamente da ação do homem que preocupado cada vez mais com o consumo exacerbado e a produção em grande escala, acaba “esquecendo” do conceito de desenvolvimento sustentável.
Para evitar que o planeta se aqueça em um nível perigoso, os países não podem emitir mais de 500 bilhões de toneladas de carbono no ar. Antes que as consequências dessas ações tornem-se irreversíveis, é preciso pensar em formas renováveis de produção de energia (eólica, solar, etc.) e, acima de tudo, é necessário o desmatamento deve parar. O planeta já aqueceu quase 1°C desde o século XIX (época da Revolução Industrial), então é preciso reverter essa situação, não apenas por meio de políticas públicas de preservação, mas também com ações individuais das pessoas no próprio dia a dia.
Pensando nisso, a 21ª Conferência de Partes (COP 21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e a 11ª Reunião das Partes no Protocolo de Quioto (MOP-11) realizada em 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015 em Paris, na qual presidentes e chefes de estado de todo o mundo reuniram-se para discutir formas de redução de CO2, principalmente para os países ricos representando os maiores emissores. A ideia era que na COP 21 sugeria um tratado para agilizar o processo de corte do CO2, caso contrário o planeta vai estourar sua cota de carbono limite, causando mudanças bruscas no clima do mundo inteiro.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o chanceler francês e presidente da COP 21, Laurent Fabius, demonstrou otimismo quanto a um possível novo acordo global de redução de gases do efeito estufa. (Fonte: http://blog.planalto.gov.br/assunto/cop-21/).
Como resultado da COP 21 foi ratificado pelas 195 partes um documento chamado de “Acordo de Paris” no qual um dos objetivos é reduzir o aquecimento global com esforços de limitar a 1,5ºC. O acordo registra também os detalhes do financiamento climático em medidas para combater à mudança do clima e adaptação em países em desenvolvimento. Pela primeira vez cada país comprometeu-se em reduzir as emissões e reunir-se em uma causa comum em prol ao combate às mudanças climáticas. “O Acordo de Paris prepara o terreno para o progresso na erradicação da pobreza, no fortalecimento da paz e na garantia de uma vida de dignidade e oportunidade para todos”, acrescentou o chefe da ONU.
Por Rafaela Lima e Ma. Érica Batista Baião.
Saiba mais sobre o “Acordo de Paris“…